quinta-feira, 20 de abril de 2017

10º Encontro 11 de Abril de 2017

Este é o nosso primeiro registro formal dos encontros. Desde o primeiro período quando conheci a prática de escrever sobre o processo percebi o quanto isso o potencializava, pois no processo de escrita coisas novas surgem, coisa antigas são relembradas, a uma atenção que é posta em foco nessa escrita, pratica-se a escrita para além da grade curricular da faculdade, surgem questão artísticas, questão de pesquisa, questões para cena, questões para a vida enfim. Então, o que escrever aqui? Tudo. Tudo que sentir vontade e desejo, jogue no papel, e compartilhe com o grupo, pois tendo em visto que tudo afeta e altera, de alguma forma isso afetará a montagem. Jogue desenho, gráficos, poesias, rabiscos, prosas, reportagens, vídeos e de tudo em tudo, aos poucos, como um quebra a cabeça os relatos vão se encaixar.
Nesse dia estávamos apenas eu, Sami, Leo e João. Marco não tem podido vir nos ensaios, isso é uma experiência muito diferente para mim, esse ensaiar fragmentado onde não estão todos presentes, me fez refletir pois sempre vi o processo como uma parte de um todo, onde isso interfere diretamente e todos acompanham, o ensaio está para além da sua cena, você não vai em um ensaio apenas para estar em cena, é uma contribuição mutua, e talvez eu nunca tivesse percebido isso de fato, e não que eu esteja reclamando, entendo que as vezes é necessário, mas isso acontecer me fez perceber essa relação de encontro, de estar presente, de interferir, de falar para além de estar em cena.
Mas vamos ao processo. Iniciamos com uma pesquisa de construção a partir da mescla de animais. Lecoque propõe o trabalho com os animais, mas acredito que a mescla é um desdobramento.  Gosto de trabalhar com a mescla pois vai de encontro com a relação de abstração, pois a mistura de animais por mais que os dois sejam concretos, ao misturá-los se tornam relativamente abstratos, ampliando o campo de criação apesar de ter uma base. É uma relação de choque de vetores, principalmente quando são animais muito distantes, e é como se ao acontecer o choque de vetores de animais diferentes, nascesse o novo na fricção de criação entre eles (óh uma questão de pesquisa interessante).
  

Falando em pesquisa, lembrei de uma questão da minha pesquisa, que sempre me foi perturbadora que é: Como não diluir a produção da voz extra cotidiana em cena? A voz naturalista por exemplo, o ideal é que ela se dilua, há produções naturalistas por exemplo que tanto em relação a voz quanto em relação ao corpo,  trabalham a extra cotidianeidade para ampliar o repertório, e depois vai se diluindo, diluindo, diluindo, até se atingir um efeito realista, meu objetivo é que não haja essa diluição, que a produção dessa voz fique e não como resíduo.  Vi nesse momento uma possível resposta, pois no trabalho com a pesquisa com os animais, utilizamos a porcentagem. Os atores começam a pesquisa a partir do estímulo desse animal, se eles estão dando o máximo que eles conseguem ou não,  a voz de comando que está de fora não sabe, quando ela diz que “agora você são 1% animal e 99% humano”, independentemente do grau que os atores propõe inicialmente, conforme essa porcentagem aumenta, eles também deve aumentar. Então digamos que em uma produção livre, eles dessem inicialmente 50% e isso já fosse interessante para ir para a cena, o instrutor ainda pediria para que ele chegasse ao 100%, pois caso houvesse uma diluição para ir para a cena, ele não diluiria tanto. Além de que o passar por todas as porcentagens, de 1% a 100%, é um meio de reconhecimento corporal e vocal, onde você percebe mesmo que não intencionalmente, as nuances de variações de uma porcentagem para a outra. Porém percebo um empecilho, que não necessariamente é atrapalhador, em alguns casos acredito que seja estimulante, mas o fato é que interfere. É que na pesquisa vocal em conjunto, o fato de todos os atores pesquisarem juntos, faz com o propositor de uma voz, não a escute, pois ela nasce no meio de um caos, que sem dúvida é estimulador, porém você não consegue por em foco a sua própria escuta, e talvez isso dificulte na hora de retomar, pois o ator apesar de ter um reconhecimento do próprio corpo, sabendo que jogando a voz para cima ou para baixo, moldando a boca de um jeito ou de outro, não sabe necessariamente o som que isso produz, pois não há uma consciência do que foi produzido inicialmente. 
Depois de todo o processo de pesquisa e construção vocal e corporal, realizamos o jogo de partitura compartilhada, para experimentar as possibilidades para a cena do Guloseima pedindo ajuda para a árvore. Sami havia comentado em outro ensaio no qual não fizemos o jogo o quanto esse ele abre repertório para os atores no momento de criação de cena, e realmente. Todavia, sinto que a falta de elementos reduz as possibilidades que poderiam ser criadas. Por exemplo, apesar de nada ainda está muito fixo, estamos fazendo a árvore com a extensão de dois paus nas mãos e bancos nos pés, o que já percebemos em outros ensaios o quanto diversifica as ações. Na partitura compartilhada não há o uso desses materiais para todos os atores que fazem a árvore isso impede a criação e proposição de outras pessoas, em relação a esses elementos, apesar de haver uma visualização, e uma criação a partir disso, não é como se houvesse o objeto em mãos, pois há uma relação de interferência que o objeto causa e molda no seu corpo. O mesmo acontece com a bolsa do Guloseima, e etc. Uma opção seria, uma vez que há a falta desse material para ambos trabalharem, dar o objeto apenas para o ator propositor, e não para o ator que realizará a cena.

Depois disso deixei os meninos os meninos fazendo a criação de imagens, e fui com a cena experimentar uma nova relação com a voz. Pedi que ele mapeasse as entonações e possibilidade vocais para a cena em que ela fala sozinha, com rabiscos anotações, formas que ela entendesse, onde ela fala alongado, onde ela fala baixo, rápido, embolado, grave, e etc, todas as variações possíveis que ela imaginasse enquanto decorava o texto. É a primeira vez que trabalhamos a voz dessa forma, Lucia Helena Gayotto em seu livro de Ação Vocal, já propõe essa técnica mais sistematizada, muito diferente do que estamos acostumados a trabalhar que é uma criação na prática, que surge espontaneamente em cena e não previamente elaborada, como fizemos dessa vez. Ao ir para a cena eu sabia que havia uma diferença, não sabia exatamente o que, Sami foi experimentando a partir do que havia escrito, eu fui acentuado coisas que considerava importante a partir desse olhar de fora da cena, realmente é uma relação mais técnica porém não é totalmente distanciada, a uma relação entre razão e emoção, onde ela se entrega para criar mas há em foco a percepção das coisas que havia escrito antes. Trabalhamos também com regra de jogo, não lembro exatamente quais, algo como mudar para o grave com uma palma, ou trabalhar os planos para a mudança desses “quem’s” da menina.  É interessante perceber a com isso, que o trabalho de partiturização da voz, é apenas mais um anteparo como qualquer outro, é um estímulo, é uma base, que ajuda na criação é se enquadra no empilhamento de um arranjo, que é composto por diversas coisas. 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

23 de Fevereiro - Campo de Visão - Partitura Compartilhada - Primeiro Contato com os Personagens

Campo de visão, sem música. A música pra pesquisa de voz as vezes ajuda na sensibilidade criativa. Partir da voz a partir só do movimento é frio? Mas e o corpo? Por que o corpo não? Por causa da FORMA INICIAL?  A FORMA INICIAL É UM IMPULSO QUE AJUDA NOS OUTROS, COMEÇAR COM O SOM, COMEÇAR COM A FORMA E COM UM SOM É UM MEIO DE PARTIR DE ALGUM LUGAR... COMEÇAR COM A VOZ NO MEIO A PARTIR DO CORPO É COMPLICADO POR QUE O SEU FOCO ESTÁ NO CORPO, A VO NO MEIO CRIASSE UM DESVIO DE FOCO.

Quando pedi pra eles fizerem  forma junto com o som, no momento de pesquisa pessoal eles trabalharam mais a relação com a produção vocal... Mas para saber se o fizeram por causa dessa relação é difícil saber, pode ser também por causa das poucas produções realizadas no campo de visão inicial. 
Produção da Sami DE PASSÁRO é muito ao, tem um movimento nos dedos e no quadril muito interessante.  Na cabeça. Uma coisa meio em estacato, porém sutil.
Perceber a alteração da voz do registro do outro, na pesquisa pessoal.  Ao invés de começar do zero.
O primeiro estímulo direcionado foi o CORPO DE CAÇADOR.  O primeiro a seguir a partir desse estímulo o Marco, leo parece que se apropriou bem. Marco partiu de uma EMBOCADURA a criação da voz do Caçador, não sei dizer se ela veio a partir do corpo ou se veio a partir das vozes criadas anteriormente... ou se apenas o molde da boca, a embocura. Se uma voz surgir a partir da embocadura, ela parte automaticamente da do corpo enquanto borda ou não?  Uma voz que surge a partir do corpo, surge a partir de um estímulo assim, como através de um som ou de uma imagem, eles são aspectos estimuladores. Já a embocadura apesar de fazer parte dessa borda do corpo, não funciona NECESSSÁRIAMENTE como ESTÍMULO e sim como MOLDE.
Registro do João falando “ EU NÃO FAÇO MAL NÃO”, meio abafado, muito bom. Também parece surgir de uma embocadura.  A língua e a boca meio mole. Os lábios não se mexem. Uma boca murcha.
A partir de associações que surgiram a boca.
O corpo o rosto veio a fala, pro marco, ele já tinha pensando a boca antes.

CENAS DA LUA.
Os outros atores ficarem fazendo sons no fundo. No campo de visão ficou lindo. Marco falando “PARECE FACIL MAS NÃO É SÓ ELE” e todos os outros fazendo “uuuuuuuh” delicado e sutil, era místico, era poético.  O corpo do joão não tem tanto leveza quantos os outros fazendo os movimentos... quando o leo fazia por exemplo, ele não acompanhava a leveza.
Guloseima
Sami trouxe um Guloseima mas espivetado, pulando agitado. João trouxe um Guloseima com traços de macaco, até na hora de andar no chão, com a mão virada. Mas a voz era misteriosa, medonha, exagerada.
COMO FAZER A VOZ EXTRA COTIDIANA PARA A MENINA E PARA O GULOSEIMA QUE SÃO AMSI REAIS.  João propros também SONS DE ANIMAIS, logo galinha, pássaro (...)
- Corrida no mesmo lugar, ou correr muito e sair pouco do lugar. 

A comida do joão, limpando a boca “MUHAAAAAAAAAAAAAAAAA” (tipo Criolo) 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Insights a partir do Texto : Corporeidade da Voz: estudo da vocalidade Poética

Fernando Emanoel Aleixo propõe que a voz se manifesta destas três diferentes formas ( sensível, dinâmica e poética)

• A dimensao sensivel da voz e o principia -  impulso/saber - que
determina o aspecto dinamico (materialidade, ... ) e o poetico
(intervocalidade, ... ).
CORPO MEMORIA/CORPO EMOÇÃO/CORPO IMPULSO


• A dimensao dinamica da voz estabelece a dimensao poetica e
permite que esta revele sua dimensao sensivel.
FISICALIDADE/MATERIALIADE/VOCALIDADE

• A dimensao poetica da voz contem, necessariamente, seus aspectos
dinamico e sensfvel.
INTERCOPOREIDADE/ALTERIDADE/SIGNIFICAÇÃO

Eu entendo estas manifestações corporais da voz, como etapas onde a DIMENSÃO SENSÍVEL: é responsável pela criação. Na voz extra cotidiana por exemplo, o que faz com que eu traga determinada voz? É algo do personagem que a partir de uma associação cria uma imagem vocal para mim? É algo que de alguma forma me sensibiliza e me faz criar, é a alavanca, é a espatula, que tira a voz de cabeça e joga para forma, onde então ela se materializa, ela começa a existir. Chegando assim na segunda etapa que é a DIMENSÃO DINÂMICA: ao sair este registro escolhido pela primeira vez, já que até então o momento sensível  estava no campo virtual,  ele começa a se materializar, ganhar ritmo, forma, corpo, dinâmica, intensidade. E a partir disso você percebe a DIMENSÃO POÉTICA: a partir do momento que este registro VIVO no presente espaço tempo, e a pessoa que produz escuta, as outras pessoas escutam, este som produzido começa a se enquadrar em um campo poética do obra, é a onde ele ganha sentido, traduz emoção, gera associações para outras pessoas, para e para si própria, e se concretiza enquanto poética.

Pensando na primeira etapa e na relação do CORPO MEMÓRIA e do CORPO EMOÇÃO, pensei que um trabalho vocal para a criação do registro EXTRA COTIDIANO, seria pegar os GPS marcantes da sua vida ou de pessoas que voce conhecer e trabalahr em cima dele. Por exemplo: a minha mãe sempre fala um frase especifica que a sua voz fica extremamente marcante nesse momento, e sempre que eu lembro essa frase, me vem o registro especifico usado para dize-lo. O lembrar deste GP ( é preciso escolher ainda um termo melhor) é a minha dimensão sensível, pois eu não EXPERIENCIEI FALAR ESTE REGISTRO, ELE NAO ESTA PRESENTE NA MEMÓRIA DO MEU CORPO ENQUANTO AÇÃO, ele esta presente no meu corpo enquanto memória auditiva, algo que eu escutei, sei como é, mas nunca usei a partir do meu registro, a partir da minha voz, da minha embocadura. Então a partir desta alavanca sensível, eu jogo o registro para fora, pela primeira vez.



FIXAÇÃO:
Mas sempre fica a questão como fixar este registro, que sempre, sempre dilui? Pensei então que ao envés de manter o registro que eu quero ( que se perceber com o tempo se diluirá ou por sair do foco, ou por eu não encontrar mas o registro), eu o potencializo, pois quando ele for diluir, diluirá ao grau escolhido no primeiro momento.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Jogos Vocais 29 de novembro de 2016

DESVINCULADOS DO CORPO
O aquecimento aconteceu totalmente desvinculado do corpo. Aquecendo sentado apenas a voz, começando leve depois aumentando, inserindo palavras e aumentando o som e etc, buscando atingir certos registro e sonoridades para a partir disso iniciamos o jogos vocais que no caso também seriam desvinculados do corpo.

1º - Genius Vocal:  Criação de Partitura vocal (voz desvinculada do corpo)
( diferença do Eu fui pra lua: SÓ UM PROPÕE/ acaba-se e estabelecendo uma transição... o eu fui pra lua pode ser um AQUEICMENTO para esse jogo)
Eeeeeeeeh
ÔÔÔOhhhhhhhh
áaaaaaaaaaaahhhhhhh
truuuuuuuuuuuuuuf
Foco:  Atingir as notas propostas e trabalhar a memória
Descrição: Uma pessoa ou aparelho eletrônico faz uma serie de sons acumulativos, os de mais devem repetir.  
( Fizemos em estacato o Eu fui pra lua)
Como você propõe o som  e tem a frase “eu fui pra lua” ele parece não ser fluido, são sons não ligadas..... para ser fluido os sons partiram de

2-  Jogo do Objeto Onomatopeicos (ótimo)
CONTAR EM PRIMEIRA PESSOA, UMA PESSOA SÓ CONTAR
Foco: Na voz de comando mandando inserir as vozes
Descrição: Duas pessoas improvisam contanto uma história, toda a vez que o instrutor falar o som de algo (ex: porta batendo, barulho de carro, criança chorando, chuva) os atores devem introduzir estes sons nas histórias

2- Jogo do Objeto Registros Vocais  X
Foco: Na mudança e acesso de registro vocais
Descriação: Duas pessoas improvisam contando uma história, toda vez que o instrutor fizer um tipo de registro vocal os atores devem introduzi-lo na história

2 – (imagem e ação) Mimica sem Corpo

(voz desvinculada do corpo e sem palavra) 
Foco: Na entonação da voz, ritmo e efeitos
A pessoa que faz a química pode falar QUENTE MORNO FRIO
Instrução: Contar algo sem falar e sem fazer mimica, usando a entonação da voz
Mostre através da entonação, das nuances e ritmo

Revolução do Som ( sons parecem infinitos)
REGRA NÃO PODEM USAR PALAVRAS, SÓ SONS - registro
Foco: na criação de sons a partir da forma da boca sem repetir os que já foram.
Instrução: Uma pessoa propõe uma forma bocal, em cima dessa forma todas as outras devem propor um som diferente a partir dessa deformação. Quem repetir o som do outro perde
Pesquisas a diferença entre: ressonância, registro vocal, som, intensidade
CORPO VINCULADO

 GP VOCAL 

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Citações. MAZON, Ana Carolina. Dramaturgia em Processo.


Para a escolha do que dizer e como dizer, o ator utiliza um ou mais estímulos, pontos de partida para a improvisação e composição de partituras cênicas, que aqui são os materiais. É construída, assim, a primeira base de um processo de composição dramatúrgica: a escolha dos materiais de criação. p.31

Quando um processo é “criador”, ele mesmo cria, ele é o sujeito. Assim, trata-se de uma dramaturgia composta para ser remodelada, repensada, reatualizada, antes e depois da cena. Essa seria a segunda base da composição dramatúrgica p.31

Nesse sentido, o diretor funciona como um instigador e orientador no percurso de criação de ações. P.32

A terceira base de processos criadores para a composição dramatúrgica seria, então, pela dramaturgia do ator ao materializar as potencialidades que emergem de sua relação com todos os materiais de criação. Por sua vez, tudo o que é materializado e vivenciado pelo corpo criador torna-se uma dramaturgia possível de ser reatualizada, seja na sala de ensaio, nas improvisações ou na cena. P.32


(...) texto teatral tornou-se mais um elemento de criação, enquanto a dramaturgia da cena seria constituída de partituras de ações criadas em improvisações e tecidas em um espetáculo. p.33

Análises Dramaturgicas - 03 de outubro de 2016

Encontro 03 de Outubro, estudo de texto.

“EU SOU A LEI”
- Entram cantando
- Inicio sem contextualiza  ( cria curisiosidade)
- Se apresentam um para o o outro 
-  Crianças são o povo? Estabelecer um relação com a plateia, ela ajuda, participa, interfere. 
- Apresentaram grande parte dos personagens no inicio e suas relações 
- Inimigos, dois lados
- Conflito entregar presente para o inimigo
- “ Quantos passos? Passos de que?” – jogo de cena
- Didático, “ para que serve ler”
- Rima (parte que o cara fala da própria beleza) 
- Tem uma desculpa para falar de algo, a escrita, sua importância, analfabetismo
-  personagem “alucinada” fala coisas sem sentido parar tentar fazer graça ( lembra o coelho da ploc, e os piratas de pluft)
- citam referencias de outras histórias e brincadeiras ( Rapunzel, chapeuzinho vermelho )
- Pirulito que bate bate, para eles brigarem
- Mais música
- Há varias tramas, Trama é: ela não sabe de quem ela gosta mais. UMA DISPUTA, TROCA DE OFENSAS .
-  Chega o pré apse, preparação, todos se agitando, o ritmo aumenta, agitação para a manifestação
- Funciona para a criança, que pega algumas coisas, e adulto que pega outros. Colocar várias referências.
- Pão e Circo  ( pscina pública)
- Jogo da cadeira  (  outra brincadeira popular)
- Revelação no final  ( beijo de oloneia e oligano)
- Revelação de uma grade verdade  no final ( igual pluft com o gerúndio e avo da maribel)
- Muita extensa para ser infantil, infantil não podem passar de 40 minutos
-  Distribuir coisas que crianças gostam ( algodão doce, figurinha, picolé, escorregador) cria identificação com a criança
- “Vilã” eu vou mais voltaria,  cria tipo expectativa.

Reinações de Narizinho 
- Começa meio despojada  ( jogando pedras eu acho)
- Todos conhecem a história do sitio do pica pau amarelo, quando emilia chega todos já sabem como funciona, “eu vou chamar ela de...” joga para a plateia
- História
- Musica
- “Quem é você”, personagem místico aparece gera surpresa – Surgiu isso na nossa improvisação 
- Conhecer o reino das águas – Jogo cênico
- Outro personagem que já existe entra na história
- Cita vários personagens que tomaram novos rumos
- Nomes engraçados “Carlito pirulito”
- Um personagem ajuda outro
 - “ Vilão” não exergar direito
- Qual é a desculpa?
- Real e místico, identificação maior


Operários
- Repertir algo muito e não falar o que é
- Rei e rainha é chato
- musica de novo
- coro
- Personagens que são animais 
- Relação com a plateia ( não saber como chamar a pessoa – rei majestade, magnitude, senhor- lembra a relação dela não lembrar o nome do personagem igual na improvisação com marco)
 - Comidas nojentas gera graça ( comer fungos, insetos e etc)
- musica 2 , para apresentar um personagem
- Referencia de cantiga DE NOOOVo, trocando para o universo da história.
- cuxixo, caos
- fala muito igual a emilia e não deixa o outro falou “ hm alguém quer se canditar? Ata ta bom ninguém ok ta bom”
- Baseado numa história clássica
- um vilão natural que só é citado e não aparece
- musica 3


Menina é vitória regia ela quer encontrar a Lua
Sanguinal IMPEDIR ela de encontrar, por que se não ela vira vitória 
Resolver 3 coisas para nuteza para de juntar a lua ( salvar o boto cor de rosa o mico leão dourado e a arara azul)

A caipora leva ela para a floresta 

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Criação a partir de imagens EXTERNAS (ou não) 25.10.2016

Um ponto muito importante para a pesquisa da VOZ EXTRA COTIDIANA, é perceber as potencialidades da voz que surge a partir de estímulos CORPORAIS, e da voz que surge a partir de estímulos EXTERNOS, e analisar também o que é ser externo. Afinal no campo de visão quando o vejo o corpo de algum de alguma forma isso me afeta, a voz propriamente dita SE TORNA um estímulo externo uma vez que ela parte de nós mesmo, é evocada, vai para o ambiente externo E A PARTIR DA NOSSA AUDIÇÃO pegamos ela de voltar como sendo um ESTÍMULO EXTERNO, ela nos gera associações, uma vez que ouvimos de novo. Se tivéssemos algum tipo de problema auditivo por exemplo, ela não se tornaria externa. Talvez este ESTIMULO EXTERNO de criação, devesse ser melhor categorizado, tendo em vista que POSSIVELMENTE todo estímulo é externo (ou não). Quando estamos em pesquisa pessoal com o corpo por exemplo, esse é um estímulo corporal OU externo? E o corpo NÃO É EXTERNO?  A melhor classificação talvez seria. 

ESTÍMULO VISUAL 
ESTÍMULO SONORO
ESTÍMULO CORPORAL 

E afinal O QUE É UM ESTÍMULO? E qual sua relação com os SENTIDOS HUMANOS?


No dicionário diz que: 

estímulo
substantivo masculino
  1. 1.
    ponta aguda de objeto que pica; aguilhada, aguilhão, pua.
  2. 2.
    fig. aquilo que anima, que incita à realização de algo.
    "o aluno precisa de e. em seu aprendizado"
  3. 3.
    fig. sentimento da própria honra, dignidade, valor.
    "indivíduo sem e."
  4. 4.
    fisl qualquer agente que provoque uma reação motriz, glandular, funcional ou metabólica em um órgão receptor ou tecido excitável.
    "e. olfativo"
  5. 5.
    psic parte do mundo exterior de complexidade variável, cuja mudança qualitativa e/ou quantitativa gera reações correspondentes, proporcionais aos graus e tipos desta mudança, e capazes de serem 
    distinguidas quanto à qualidade e quantidade.  

Etimológicamente falando: 

É o Latim STIMULUS, “vara pontuda para tocar o gado”. Passou a ser usado em Medicina ao redor de 1680, com o significado de “algo que incita o funcionamento de um órgão”

Esta relação de ALGO QUE INCITA é fundamental para a pesquisa. Logo o estímulo visual é algo que incita visualmente;  o sonoro, sonoramente; o corporal, corporalmente. Certo? Não sei ao certo, mas perceber esta categorização me faz pensar na relação do sentido, e se a produção a partir dos estímulos estivesse diretamente ligar as sentidos humanos? Afinal os sentidos são os receptores de estímulos? 

Os receptores sensoriais podem ser classificados a partir do estímulo que são capazes de perceber. Os principais receptores são:

  • Quimiorreceptores - São receptores capazes de perceber estímulos químicos;
  • Fotorreceptores - São receptores capazes de perceber estímulos luminosos;
  • Mecanorreceptores - São receptores capazes de perceber estímulos mecânicos, como pressão e toques;
  • Fonorreceptores - São receptores capazes de perceber estímulos sonoros. Muitos autores consideram esses receptores como mecanorreceptores.

"Os sentidos são responsáveis pela nossa capacidade de interpretar o ambiente, ou seja, captar diferentes estímulos ao nosso redor. Sem os sentidos não seríamos capazes de perceber as variações do meio e, consequentemente, de produzir uma ação adequada diante de um perigo. (...) Essa capacidade de perceber o meio é possível graças à presença de receptores sensoriais, que captam os estímulos e transformam-nos em impulsos nervosos. Estes são interpretados em centros específicos do sistema nervoso, que produzirá respostas adequadas àquele estímulo. Esses receptores estão localizados nos chamados órgãos dos sentidos. "

http://brasilescola.uol.com.br/oscincosentidos/



Qual seria a relação do OFATO e do PALADAR? Seria que deveria-se trabalhar com estes estímulos, ou eles não são tão potentes, e não são porque não foram bem investigados? Ou por simplesmente não ser? Enfim, perceber a relação dos estímulos com os sentidos, amplia a visão que antes era fechada em EXTERNO & CORPOAL (DE SÍ PRÓPRIO), com isso hoje nós iniciamos o trabalho com a criação a partir do ESTÍMULO SONORO que não parte de si próprio (talvez o outro. e o si próprio seja uma sub categoria). Iniciamos vendo o trabalho de dublagem com o Wendel Bizerra, que faz as vozes do Goku, Bob Sponja entre outros, que é o quando se faz a tradução de um língua para a outra e a voz do personagem já está (relativamente) criada. A outra modalidade ( que tem um nome específico no qual não lembro nem consegui achar mais) que a criação da voz original, para isso pegamos o desenho animado da Cartoon " Irmão do Jorel" um desenho brasileiro que trabalha com diversas vozes extremamente CARICATAS e/ou EXTRA COTIDIANAS onde a animação só é realizada depois que da criação vocal, com isso o desenho, a relação dos personagens, algumas expressão vão variar de acordo com a criação DESSA VOOOZ, então foi muito importante perceber a importância da voz nessa produção, e perceber o quanto elas são potentes. Tenho que pesquisar ainda melhor como estes atores - criadores vocais trabalham e criam isso, por que é sem duvidas um material muito valioso. Enfim depois depois de analisar estas duas modalidades vimos que podíamos trabalhar de duas formas: 



1.  REPRODUÇÃO E APROPRIAÇÃO DA PARTITURA VOCAL DO OUTRO
E S T I M U L O  S O N O R O 

2. CRIAÇÃO A PARTIR DA EXTRA COTIDIANIDADE DO PRÓPRIO DESENHO  
E S T I M U L O  V I S U A L 



A 1ª é muito interessante uma vez que ela é MUITO,extremamente parecida com o ROUBO DE PARTITURA (corporal) que fazíamos nas aulas de corpo. A gente pegava fotos, imagens, formas e gestos, e ficamos repetindo, repetindo, repetindo, dando fala interna*  até que a aquela forma virasse nossa, era um treinamento corporal na base da REPETIÇÃO ( acredito que a repetição, assim como para muitos outros, é a chave para este exercício ). Então o que fizemos: pegamos a cena do "Irmão do Jorel", e fizemos, eu não diria que era uma dublagem, e sim uma apropriação do registro vocal. Demos uma personagem especifica para cada pessoa, para que houvesse uma maior verticalização na pesquisa do registro vocal específico. Um trabalho eu diria minucioso, a personagem falava, dávamos pause na animação e o ator buscava acessar esse registro. O episódio tinha aproximadamente 10 minutos, onde ficamos nesse processo até o final, e foi muito interessante perceber essa minuciosidade, pois havia um tempo de estudo, onde você analisava, você tinha tempo a partir do que se tinha acabado de OUVIR, e tentar buscar isso em você, essa repetição dessa busca, que tinham horas que se perdiam, e você precisava retomar, e buscava novas formas de se fazer, era extremamente interessante. É legal perceber essa verticalização durante os dez minutos, pois dois personagens apareciam recorrentemente, durante todo o episódio, enquanto outros dois, apareceram menos, então ouve uma troca na verticalização pois não deu tempo de se aprofundar muito nem em um nem em outro, e a apropriação destes dois que tiveram menos tempo com os personagens foi muito menor, acredito que graças a este vetor. 

* QUAL A RELAÇÃO DA FALA INTERNA COM A VOZ EXTRA COTIDIANA? RESÍDUO?* 

Em seguida trabalhamos o processo de FIXAÇÃO dessa vozes, com um jogo de improvisação com o " quem onde e o que" mesmo da animação. Mas antes dos atores irem para a cena, eles  se afastaram e treinaram individualmente estes registros, uma especie de PESQUISA PESSOAL, buscam formas de acessar, de manter em foco, de não diluir, de falar outras falas, de resgatar o registro inicial enfim, algo bonito chamativo, e aparentemente eficaz. A cena foi uma loucura, de fato não existia fala interna, e o conflito se desenvolvia mal, como cena não era algo tão eficaz, todavia ao focar unica e exclusivamente na voz, notava-se uma potencialidade, de algo que algumas vezes estava diluído porém não deixava de ser potente e extra cotidiano, me fazendo pensar que a diluição talvez não seja algo tão ruim, apenas uma especie de lapidação ou apropriação. A DILUIÇÃO NÃO SIGNIFICA QUE CAI NA COTIDIANIDADE.

A 2ª que era a relação com o ESTÍMULO VISUAL da animação, pegamos o filme "Monstros S.A"  a criação imediata ao ver a imagem e ter que criar algo de imediato acredito ser mais difícil, de qualquer forma surgiram sim coisa interessantes, e vozes que surgiram de fato da produção visual que tal personagem trazia, todavia que dessa forma a criação cai em padrões que muitas vezes tentamos quebrar com os estímulos abstratos, então a ver um monstro peludão caímos possivelmente em um esteriótipo, ao vermos uma menina fofinha e assim por diate, como criar isso a partir destes estímulos não sabemos ao certo. 

Ainda em relação ao criador vocal, decidimos jogar o jogo do Marco que ele chama de Espelho Criativo, eu prefiro chamar de Espelho da Alteração. Enfim, já jogamos outras modalidades dele em outros dia, e hoje experimentamos ainda uma outra. No caso ao invés de duas duplas fazendo tudo como funciona o jogo principal, trabalhamos com uma DUPLA CORPORAL & uma DUPLA VOCAL. Como funcionava, a dupla do corpo agi um sobre a outra porém toda vez que ela fazia um movimento ela não podia falar, quando acabava o movimento ela congelava, e a pessoa que estivesse criando a voz para ela faria a voz ou fala ou som daquela ação, e assim por diante. Essa pausa era interessante pois justamente dava o tempo do criador acessar essa voz, criar essa voz para assim lança, você tenho meio que tempo parar criar coisas mais profundas, que diferente de quando você é pego de surpresa e tem que agir espontaneamente, pega normalmente o que estiver mais fresco. É um jogo muito interessante justamente por causa das onomatopeias de surgem e criar a partir do estímulo VISUAL que vem do corpo que o outro te da também é muito interessante. Uma aquecimento para este jogo talvez seria o “TIMBRE DO CORPO”  onde uma pessoa faz uma forma corporal abstrata e as de mais dão uma voz ou som para esta forma, uma espécie de pintar por dentro essa borda.  
(Autores: LUCAS DULCE LEMOS)

Ainda uma nova modalidade para este jogo, era agora ao invés de (assim como foi na semana passada) mudar a fala do outro e manter o movimento corporal, tínhamos que falar a mesma coisa que o outro e mudar o movimento corporal. Isso foi interessante pois potencializa o jogo enquanto ESTÍMULO SONORO, eu não preciso mais olhar para o outro  para a criar, e a partitura do outro possivelmente nem interfere na minha criação, a apenas a sonoridade da sua voz e seu registro vocal. O espelho ao repetir essa voz, consegue de alguma forma se apropriar desse registro vocal, porém dando um novo brilho, resinificando-o a partir do momento que a liberdade com o corpo. 

Eu classificaria esse jogo ( que foi inicialmente proposto na pesquisa do marco ) em ESPELHO COMPLETO que é quando o espelho mimetiza tanto CORPO quanto VOZ; ESPELHO VOCAL que é quando se espelha a voz e o corpo muda; e ESPELHO CORPORAL que é quando se mimetiza o corpo e a voz muda.  

Na modalidade do espelho corporal onde a voz muda é importante perceber se o que muda é:  A FALA? A SONORIDADE? A MELODIA? O COMPASSO? OU O REGISTRO?  

É que acredito que a alteração do Marco se faz extremamente funcional, pois pode-se alterar qualquer uma destas coisas.  

Para quinta feira que vem iremos trabalhar com o efeito de monstro, onde vamos pegar diversos pedaços de registros vocais para montar um só.