Para a escolha do que dizer e
como dizer, o ator utiliza um ou mais estímulos, pontos de partida para a
improvisação e composição de partituras cênicas, que aqui são os materiais. É
construída, assim, a primeira base de um processo de composição dramatúrgica: a
escolha dos materiais de criação. p.31
Quando um processo é “criador”,
ele mesmo cria, ele é o sujeito. Assim, trata-se de uma dramaturgia composta
para ser remodelada, repensada, reatualizada, antes e depois da cena. Essa
seria a segunda base da composição dramatúrgica p.31
Nesse sentido, o diretor funciona
como um instigador e orientador no percurso de criação de ações. P.32
A terceira base de processos
criadores para a composição dramatúrgica seria, então, pela dramaturgia do ator
ao materializar as potencialidades que emergem de sua relação com todos os
materiais de criação. Por sua vez, tudo o que é materializado e vivenciado pelo
corpo criador torna-se uma dramaturgia possível de ser reatualizada, seja na
sala de ensaio, nas improvisações ou na cena. P.32
(...) texto teatral tornou-se mais
um elemento de criação, enquanto a dramaturgia da cena seria constituída de
partituras de ações criadas em improvisações e tecidas em um espetáculo. p.33
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