segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Insights a partir do Texto : Corporeidade da Voz: estudo da vocalidade Poética

Fernando Emanoel Aleixo propõe que a voz se manifesta destas três diferentes formas ( sensível, dinâmica e poética)

• A dimensao sensivel da voz e o principia -  impulso/saber - que
determina o aspecto dinamico (materialidade, ... ) e o poetico
(intervocalidade, ... ).
CORPO MEMORIA/CORPO EMOÇÃO/CORPO IMPULSO


• A dimensao dinamica da voz estabelece a dimensao poetica e
permite que esta revele sua dimensao sensivel.
FISICALIDADE/MATERIALIADE/VOCALIDADE

• A dimensao poetica da voz contem, necessariamente, seus aspectos
dinamico e sensfvel.
INTERCOPOREIDADE/ALTERIDADE/SIGNIFICAÇÃO

Eu entendo estas manifestações corporais da voz, como etapas onde a DIMENSÃO SENSÍVEL: é responsável pela criação. Na voz extra cotidiana por exemplo, o que faz com que eu traga determinada voz? É algo do personagem que a partir de uma associação cria uma imagem vocal para mim? É algo que de alguma forma me sensibiliza e me faz criar, é a alavanca, é a espatula, que tira a voz de cabeça e joga para forma, onde então ela se materializa, ela começa a existir. Chegando assim na segunda etapa que é a DIMENSÃO DINÂMICA: ao sair este registro escolhido pela primeira vez, já que até então o momento sensível  estava no campo virtual,  ele começa a se materializar, ganhar ritmo, forma, corpo, dinâmica, intensidade. E a partir disso você percebe a DIMENSÃO POÉTICA: a partir do momento que este registro VIVO no presente espaço tempo, e a pessoa que produz escuta, as outras pessoas escutam, este som produzido começa a se enquadrar em um campo poética do obra, é a onde ele ganha sentido, traduz emoção, gera associações para outras pessoas, para e para si própria, e se concretiza enquanto poética.

Pensando na primeira etapa e na relação do CORPO MEMÓRIA e do CORPO EMOÇÃO, pensei que um trabalho vocal para a criação do registro EXTRA COTIDIANO, seria pegar os GPS marcantes da sua vida ou de pessoas que voce conhecer e trabalahr em cima dele. Por exemplo: a minha mãe sempre fala um frase especifica que a sua voz fica extremamente marcante nesse momento, e sempre que eu lembro essa frase, me vem o registro especifico usado para dize-lo. O lembrar deste GP ( é preciso escolher ainda um termo melhor) é a minha dimensão sensível, pois eu não EXPERIENCIEI FALAR ESTE REGISTRO, ELE NAO ESTA PRESENTE NA MEMÓRIA DO MEU CORPO ENQUANTO AÇÃO, ele esta presente no meu corpo enquanto memória auditiva, algo que eu escutei, sei como é, mas nunca usei a partir do meu registro, a partir da minha voz, da minha embocadura. Então a partir desta alavanca sensível, eu jogo o registro para fora, pela primeira vez.



FIXAÇÃO:
Mas sempre fica a questão como fixar este registro, que sempre, sempre dilui? Pensei então que ao envés de manter o registro que eu quero ( que se perceber com o tempo se diluirá ou por sair do foco, ou por eu não encontrar mas o registro), eu o potencializo, pois quando ele for diluir, diluirá ao grau escolhido no primeiro momento.

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