A pesquisa será dividida em dois dias. As sextas feiras serão dedicadas tanto a pesquisa de textos infantis e ensaios desde. Enquanto as segundas serão dedicadas exclusivamente ao processo e criação dos jogos vocais.
Nesta Sexta feira lemos os textos " A Borboleta Amarela", "Pequeno Polegar" e " Brincando no Escuro" sendo os primeiros literatura e o último uma dramaturgia. Marco Antonio Reis, Rejane Arruda e Fagner Soares estão no elenco e realizaram esta leitura. Tentei inicialmente trabalhar com regra de jogo vocal para conduzir a leitura baseando-se na seguinte pergunta COMO REALIZAR UMA LEITURA DINÂMICA INICIANDO O TRABALHO VOCAL A PARTIR DA REGRA DE JOGO? Com isso, a primeira regra dada por mim, era usar o efeito de Cannon toda vez que lessem a palavra "Pai/papai" e parecem o efeito no fim da frase. A outras regras pedi que eles dessem entre sim, para criar uma dinâmica na leitura. Rejane deu a regra vocal para o marco de "FALAR EMBOLADO", Marco deu a regra pro Fagner de "FALAR CANTANDO EM ALGUNS MOMENTOS", e por fim Fagner deu a regra para a rejane de "FALAR COMO SE ESTIVESSE LEVANDO UM CHOQUE.
De fato a regra que mais me chamou a atenção foi justamente a de falar levando um choque, pois está não é um regra onde a fala está em foco, e sim ela está em consequência do corpo, é interessante perceber as variantes que a voz sofre quando ela não está em foco, quando ela parte de um estímulo que não depende dela. Tendo em vista a voz como esse conjunto do corpo, quando eu digo "CORPO DE ALGUMA COISA" como quando fazíamos no campo de visão a voz sofre consequentemente essa interferência. Porém o fato desta voz não está em jogo faz com que ela seja quebrada, assim como quando aconteceu com a Rejane, em vários momentos da leitura ela foi perdendo essa caráter até por fim se sessar, cabe saber se foi opcional pela dificuldade da visualização do texto ou se foi por perder o foco da regra.
Outro ponto importante é a visualidade do texto. Quando não se tem a visualidade do texto, não é possível transmiti-la. As coisas ficam turvas tanto para quem lê, tanto para quem escuta. Isso foi algo a se perceber nesta leitura. Não houve visualidade da leitura justamente por o foco está na voz, os atores se empolgava e buscavam a partir de uma dinâmica e a partir da regra estabelecida lançar uma visualidade, que não era a visualidade do texto, e não por querer mudar o contexto do texto, e sim por não conseguir visualiza-lo, dando outras intenções, outros sentidos, e etc. Com isso decidimos que neste momento de conhecimento do texto, seria necessário iniciar com uma leitura branca, para estabelecer essa visualidade, entender o texto, e partir disso conforme fosse surgindo a empolgação, os atores fossem colorindo o texto dando vida a voz, e dançando com as palavras.
Foi justamente o que aconteceu quando começou a leitura do texto " Brincando no Escuro". O texto já sugere que são clowns, o que estabelece um imagem forte, e concreta. O texto tem algo também que cativo muito, sutil e contemporâneo, e principalmente, uma possibilidade para brincar com a poética vocal, uma vez que este usam dublagem em cena, personagens que se transformam em outros, voz fora de cena, voz no escuro, e assim por diante.
Com isso deixo alguns pontos importante.
*É preciso trabalhar a dinâmica vocal, que regra ajudaria a trabalhara essa dinâmica, tanto em relação ao próprio ator, em relação aos outros personagens e em relação ao espetáculo inteiro.
* Dar mais de um regra para uma pessoa talvez ajude nessa dinâmica.
* As Variantes das regras vocais: Regras que ajudam na criação para o personagem/ estruturação de cena ( como coro e cannon por exemplo)/ Regras que estabelecem a ludicidade da cena
Obs: A leitura sem regra de jogo ganha forma e energia conforme surge a visualidade. Conforme os atores se empolgam começam a experimentar e isso estabelece uma voz extra cotidiana( mesmo que sutil)
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